A partir de fevereiro de 2026, o México implementará de forma obrigatória a CURP biométrica, promovida pelo Registro Nacional de População (RENAPO) como parte de uma reforma à Lei do Registro Nacional de População e da CURP. Essa mudança transforma a CURP de um identificador administrativo em uma infraestrutura de identidade digital baseada em biometria.
O alcance dessa medida é praticamente total: mais de 126 milhões de pessoas possuem a CURP tradicional (código alfanumérico) e, uma vez em vigor, quase toda a população precisará da CURP biométrica para realizar procedimentos essenciais relacionados a bancos, saúde, educação, programas sociais e serviços públicos.
Para bancos, fintechs, seguradoras e entidades reguladas, a obrigatoriedade da CURP biométrica eleva o nível de exigência nos processos de identificação. As organizações deverão alinhar seus fluxos de onboarding, KYC e autenticação a esse novo padrão oficial. Caso contrário, estarão sujeitas a riscos de não conformidade, observações regulatórias e, segundo diferentes interpretações legais, possíveis multas entre 10.000 e 20.000 UMAs (aprox. €60.000 – €120.000), além de impactos reputacionais.
Elementos-chave da CURP biométrica
A CURP biométrica é a evolução da CURP tradicional, projetada para fortalecer a identificação dos cidadãos por meio de tecnologia biométrica que garante registros únicos, seguros e confiáveis. Ao contrário do modelo atual, que utiliza apenas um código alfanumérico, este novo esquema integra atributos físicos e digitais de cada pessoa.
Os principais elementos da CURP biométrica são:
- Impressões digitais: Validam a identidade de forma única e irrepetível.
- Fotografia facial e reconhecimento facial: Permitem a verificação visual e biométrica.
- Assinatura eletrônica e, em alguns casos, escaneamento da íris: Reforçam a autenticação em processos críticos.
- Código QR: Facilita a validação segura do registro em formatos físicos e digitais.
A CURP biométrica funciona como um nó central de identidade digital nacional, unificando múltiplos sistemas de identificação em uma única fonte confiável respaldada pelo Estado. Isso possibilita maior interoperabilidade segura entre entidades públicas e privadas.
Essa abordagem segue uma tendência global em direção a identidades digitais confiáveis. Marcos como o eIDAS na União Europeia, juntamente com iniciativas reguladas de identidade digital e biométrica, como o Registro Civil e a Chave Única no Chile, os sistemas de identificação biométrica na Colômbia e o DNI eletrônico no Peru, refletem um movimento claro em direção a identidades únicas, interoperáveis e verificáveis.
Para bancos, fintechs, seguradoras e plataformas digitais, a CURP biométrica implica uma mudança operacional e estratégica: permite processos de identificação mais robustos, reduz o risco de fraude e duplicidade de identidades, fortalece o cumprimento regulatório e estabelece as bases para uma verificação de identidade mais eficiente e escalável, tanto em canais digitais quanto físicos.
Como impacta o sistema financeiro do México
A obrigatoriedade da CURP biométrica introduz um novo padrão de segurança e confiabilidade nos processos de identificação dentro do sistema financeiro. Para bancos, fintechs e entidades reguladas, essa mudança fortalece a validação de identidade em um contexto no qual fraude e usurpação representam riscos crescentes.
As organizações deverão adaptar seus fluxos de onboarding, KYC e autenticação para incorporar a CURP biométrica como identificador principal. Isso implica:
- Integrar validação biométrica e verificação documental com registros oficiais do RENAPO.
- Garantir unicidade de identidade e rastreabilidade de cada processo de verificação para cumprir inspeções regulatórias.
- Atualizar sistemas e processos para operar sob o novo padrão oficial, tanto em canais digitais quanto físicos.
A implementação será gradual: durante a fase piloto, diversas instituições puderam testar integração e validação em ambientes controlados. A partir de fevereiro de 2026, a CURP biométrica será obrigatória e deixará de operar em modo de teste; para essa data, as instituições deverão ter sistemas, processos e controles atualizados para validar identidades em condições operacionais reais.
Essa mudança representa não apenas um requisito regulatório, mas também uma oportunidade estratégica: otimizar processos, reduzir fraudes e consolidar a identidade digital confiável de clientes e usuários no ecossistema financeiro.
O que a CURP biométrica oferece ao setor financeiro
A CURP biométrica oferece a bancos e entidades financeiras um padrão de identidade mais seguro e confiável:
- Maior segurança: A biometria reduz a possibilidade de identidades duplicadas ou falsas.
- Melhor prevenção de fraudes: Reforça os controles em processos de abertura de contas e transações sensíveis.
- Identidades únicas e verificáveis: Facilita a confirmação da identidade de um cliente em canais físicos e digitais.
- Maior confiança regulatória: Alinha os processos de identificação a um padrão oficial respaldado pelo Estado.
- Operar com os registros administrados pelo RENAPO.
Mais controles para prevenir fraude e usurpação de identidade
A implementação da CURP biométrica estabelece padrões mais altos de verificação de identidade, permitindo que instituições financeiras e empresas reduzam riscos associados a fraude, usurpação de identidade e lavagem de dinheiro. A centralização e segurança dos dados biométricos facilita controles mais precisos e confiáveis em todos os processos de identificação.
Entre os principais benefícios e controles que a CURP biométrica habilita estão:
- Verificação da autenticidade do INE, por meio de detecção avançada de elementos de segurança documental.
- Matching facial 1:1 com registros do RENAPO.
- Validação da unicidade da CURP, para prevenir registros duplicados ou múltiplas identidades.
- Detecção de vida documental, utilizando metodologias robustas que mitigam ataques de usurpação.
- Rastreabilidade e evidências auditáveis de cada etapa do processo de verificação, perante inspeções regulatórias.
- Atualização dos processos de onboarding, incorporando os requisitos da CURP biométrica antes de fevereiro de 2026.
Como a Facephi ajuda as instituições a cumprir a obrigatoriedade da CURP biométrica
A obrigatoriedade da CURP biométrica não é apenas um requisito regulatório: é um desafio crítico para o setor financeiro. Bancos, fintechs e seguradoras devem adaptar onboarding, KYC e autenticação para atender aos novos padrões oficiais. Não fazê-lo pode resultar em multas significativas, observações regulatórias, risco reputacional, além de exposição a fraudes, duplicidade de identidades e usurpação.
Na Facephi, ajudamos as instituições a mitigar esses riscos acompanhando todas as etapas do processo: desde a conexão com o RENAPO para a CURP biométrica até a validação segura por biometria facial e verificação documental. Nossa tecnologia permite cumprir a regulamentação, reduzir a exposição a sanções e garantir uma verificação confiável e eficiente conforme as exigências da CNBV e do RENAPO em todos os canais.
Como parceiro estratégico, a Facephi facilita que as organizações consolidem uma identidade digital robusta e segura, alinhada a padrões oficiais e melhores práticas internacionais, tornando-se um aliado essencial para liderar a transformação digital de seus processos de identidade e manter a confiança de clientes e reguladores.